sábado, 17 de julho de 2010


Rejeitados pela mãe, filhotes de lobo-guará são adotados em zoo.
Dois filhotes de lobo-guará foram adotados por equipes do Zoológico Municipal de Nova Odessa, a 122 km de São Paulo, após serem rejeitados pela mãe. Ameaçados de extinção, os bichos nasceram no dia 20 de junho, em uma jaula do zoo. As fotos dos animais foram divulgadas nesta semana.



O nascimento surpreendeu os funcionários, pois a loba Linda, que vive há dois anos no zoológico, não apresentava sinais de gravidez. O parto não foi acompanhado e quem “descobriu” os lobinhos foi um vigia. “Mas, desde então, os pequenos lobos-guará já estão sendo acompanhados pela equipe”, disse a coordenadora municipal de Meio Ambiente, a bióloga Daniela Fávaro.

Inicialmente, três filhotes nasceram, sendo um macho e duas fêmeas. Uma das lobas, porém, morreu nas primeiras 24 horas de vida. Como era dia de jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, o lobo recebeu o nome de Robinho, em homenagem ao jogador. Já a fêmea foi “batizada” de Jamile, palavra africana que significa “bonita”.

Os bebês são alimentados com mamadeiras pela equipe do zoo desde o quinto dia de vida, quando foram rejeitados. “No início, preparávamos um leite artificial semelhante ao da mãe. Agora, eles já são alimentados com leite de vaca, a cada duas horas”, contou a coordenadora.

Eles são constantemente higienizados. Toda a preocupação é explicada pela veterinária Paula Faciulli. “Já é bastante raro que os lobos-guarás nasçam em cativeiro e eles não são como cães domésticos, porque são muito mais suscetíveis a doenças como cinomose e parvovirose”, disse.

Segundo a veterinária, a gestação da loba-guará dura de 62 a 66 dias e podem nascer de dois a quatro filhotes. Quando nascidos, os lobos-guará têm pelos pretos, mas com o tempo eles passam a ficar avermelhados.

Robinho e Jamile, que nasceram com 360 gramas, já têm, com 20 dias de vida, 800 gramas cada um. “Eles nasceram com pneumonia e já foram medicados e sararam, mas os cuidados continuam”, comentou Daniela.

Por serem muito pequenos, os bichos não podem ser vistos pelo público ainda. Porém, quem quiser pode fazer uma visita aos seus pais, Linda e Lobão. O zoológico fica na Rua João Bolzan, 475, no Residencial Mathilde Berzin, em Nova Odessa. O local abre ao público de terça-feira a domingo, das 8h às 17h.



Texto retirado do G1.



Buriti
Mauritia flexuosa L. f.
“Morety he outro modo de palma mto comprida e no alto tem hua roda q faz cõa folhada e dá hus cachos de coquos mto grandes ... a fructa se come.”
C.Lisboa 1631, em “Animais e Árvores do Maranhão”

No bioma Cerrado é a espécie que caracteriza as veredas, marcante fitofisionomia da região, ocorrendo também em matas de galeria e ciliares, podendo formar densos buritizais. Para além dos domínios do Cerrado, corre em toda a Amazônia e Pantanal, sobre solos mal drenados, em áreas de baixa altitude até 1000m, sendo considerada a palmeira mais abundante do país.


Produz anualmente grande quantidade de frutos, que podem ser consumidos ao natural, na forma de sucos, sorvetes, doces ou desidratados.

Segundo Rafael Teixeira, guia na Chapada dos Veadeiros especializado em flora e avifauna do Cerrado, os frutos integram a dieta de mamíferos como a cutia, a capivara e a anta, e de aves como a arara.

Em algumas cidades no Piauí, como Dom Expedito Lopes, o doce do buriti é fabricado e embalado em caixinhas feitas a partir do talo (pecíolo) de folhas do próprio buriti. O doce é comercializado em feiras do Distrito Federal e Goiânia.

“As mulheres guerreiras, senhoras de seu corpo, são como a palmeira do murity, que rejeita o fructo antes que elle amadureça e o abandona á correnteza do rio.”
J. Alencar 1874



A espécie possui íntima relação com a água, que atua na dispersão de seus frutos e auxilia na quebra da dormência das sementes.
O viveirista Julmar Andrade, o "Mineiro", recomenda que antes do plantio devemos deixar as sementes do buriti de molho durante 30 dias, trocando a água todos os dias. O procedimento quebra a dormência das sementes e promove uma homogeneização na germinação do lote.

Os pecíolos (talos) e a palha de suas folhas são muito utilizados na cobertura de casas e ranchos, bem como no artesanato regional, para a confecção de cestos e móveis.



“...palmeira denominada brutíz, que he alta, e grossa com folhas de mais de sete pés de comprimento: do seu fructo fazem os índios, e ainda os antigos certanistas um vinho, que se asemelha ao da videira na cor e gosto.”
Casai 1817, em Corografia Brasílica



Indivíduo jovem de buriti às margens do rio São Joaquim, na Chapada dos Veadeiros, Goiás

Banquinho-baú de madeira e palha de buriti, ao lado de vaso de cerâmica marajoara e da pastor alemão Terra.
O uso medicinal está associado ao óleo extraído da polpa dos frutos, com propriedades energéticas e vermífugas.

Rico em pró-vitamina A (500 000 UI), com índice de 300mg/100g, o óleo é usado contra queimaduras na pele, provocando alívio imediato e auxiliando na cicatrização. O óleo absorve radiações no espectro ultra-violeta, sendo um eficiente filtro solar Tem sido empregado recentemente pela indústria cosmética entrando na composição de sabonetes, cremes e xampus.

quinta-feira, 15 de julho de 2010


Inseto que se encontra em um cerrado

Desmatamento no Cerrado é duas vezes maior do que na Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc ressaltou a importância de se tornar patrimônio nacional a Caatinga e o Cerrado
Por: Pedro Peduzzi

Publicado em 10/09/2009, 13:34

Última atualização às 13:34


Ministro participa de audiência públicadas comissões de Legislação Participativa e de Meio Ambiente da Câmara para discutir proposta de emenda constitucional que considera o cerrado com patrimonio nacional (Foto: Wilson Dias/ABr)
Brasília - No Brasil, desmata-se uma área de 20 mil quilômetros quadrados de Cerrado a cada ano. Isso corresponde ao dobro do que é desmatado na Amazônia. A informação – antecipada nesta quinta-feira (10) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante a abertura da Comissão Legislativa Participativa da Câmara dos Deputados – será detalhada durante a coletiva destinada a apresentar o primeiro monitoramento do desmatamento do Cerrado brasileiro.

“Há dez anos, segundo nossos dados, tanto na Amazônia como no Cerrado eram desmatados 20 mil quilômetros quadrados por ano. Felizmente conseguimos, por meio dos programas tocados pelo governo, reduzir pela metade o desmatamento no bioma amazônico. A má notícia é que ainda não conseguimos fazer isso pelo Cerrado”, disse Minc.

O ministro ressaltou a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/95, que torna patrimônios nacionais o Cerrado e a Caatinga. “Já faz 14 anos que essa PEC está tramitando. É importantíssimo que estendamos o monitoramento do desmatamento também a outros biomas, como a Caatinga, o Pantanal e o Pampa.”

Segundo ele, será possível apresentar metas concretas visando à redução do desmatamento de todos os biomas a partir de junho de 2010. “A base do plano será apresentada ainda hoje. O Cerrado é fonte da maior parte do manancial de águas do país e não pode ser prejudicado pelo agronegócio”, acrescentou.

Após participar da abertura da comissão, Minc seguiu para a sede do Ministério do Meio Ambiente para lançar o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento no Bioma Cerrado.

Fonte: Agência Brasil

FLORA ,FAUNA E HIDROGRAFIA

As Formigas e a farra do pequi - comunidade rural Padre Trindade - foto Zenaido
BIOMA CERRADO - O PEQUISEIRO E AS BARRAGINHAS EM FORMIGA E ARCOS ESTADO DE MINAS GERAIS
The PEQUISEIRO AND IN BARRAGINHAS ants and ARCOS state of Minas Gerais







Nosso cerrado da região de Formiga e Arcos ainda conta com pequizeiros. Com fé em Deus e a ação consciente da população rural e urbana aumentaremos ainda mais a quantidade dessa planta no bioma cerrado. Esse ano, a frutificação foi maior. Os pés estão com uma carga bem maior do que em outros anos principalmente nos pés próximo as barraginhas construídas para a colheita de água de chuva. Esse fato foi observado também com as gabirobas e articum liso, conforme Maria Vitória percebeu e documentou com fotos.



Em uma de nossas visitas no dia 26 de dezembro de 2008, para avaliar o desempenho das barraginhas físicas e das barraginhas espirituais, aquela que se formou na mente da pessoa humana e que propicia a necessária subjetividade que resulta em sustentabilidade, pudemos ver um pouco mais do pequi. Pés carregados logo abaixo da barraginha e “estourando” a casca verde e expondo a “gema” amarela – sua excelência o pequi. Constatamos que há uma corrida ao outro nesta fase inicial quando o pequi começa a cair. As formigas fazem a festa como vários outros tipos de animais. Em nossa região ainda não há um aproveitamento melhor do pequi. É preciso conhecer melhor para gostar e valorizar mais.



Em Janaúba, minha terra o fruto é muito cobiçado e em época de pouca oferta chega a mais de R$4,00 a dúzia. Conversei hoje com Antonina e ela disse que na feira livre de Janaúba, hoje, o pequi classe “A” foi vendido a R$2,00 a dúzia e o B a R$1,00. Afirmou que há duas semanas atrás era vendido em torno de R$4,00 a dúzia. Geralmente começa com R$4,00 cai o preço com o aumento da oferta e encerra a safra com o preço médio de R$4,00.



Segundo Pertones da comunidade Quilombola do Curiau no Amapá seus familiares apreciam muito o fruto e o chamam de pequiá. Eles compram em feiras livres e supermercados. O fruto vem do Pará. Em relação aos frutos da região de Formiga e Arcos, a diferença, segundo ele, é que a polpa é mais fina e com coloração entre amarelo clarinho e amarelo ouro.



Segundo Cláudia Sakai e Luciana Macedo - Estagiárias Embrapa Cerrados/UEP-TO pequi (Caryocaraceae) é uma fruta nativa do Cerrado , conhecida popularmente como "piqui", "piquiá", "piqui-do-cerrado". As plantas podem chegar até sete metros de altura e produzem de 500 a 2000 frutos. Os frutos são do tipo drupa (formato do fruto ) com quatro lóculos que contêm cerca de cem a trezentos gramas. O pequizeiro floresce de agosto a novembro , iniciando a maturação dos frutos em meados de novembro até início de fevereiro .



Suzinei Oliveira destaca que os frutos além de serem utilizados na culinária brasileira servem para a extração de óleos utilizados na indústria farmacêutica para obtenção de cosméticos . "A madeira pode ser aproveitada na construção civil e no setor medicinal , o óleo produzido pode ser usado contra bronquites , gripes , resfriados e expectorante ", completa Suzinei

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Género: Chrysocyon
Espécie: C. brachyurus


INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

O lobo guará pode ser encontrado na América do Sul, principalmente no Brasil, no Paraguai, na Bolívia e na Argentina

Como possuem pernas compridas e ágeis, pode facilmente subir em morros e montanhas. Essa característica física favorece também os saltos no momento da caça

Alimenta-se princilamente de aves, roedores, raízes e algumas espécies de frutos

É uma espécie de hábitos solitários, não formando alcatéias como fazem outras espécies de lobos

Preferem a noite para caçar

A gestação da fêmea dura, em média, 68 dias. Ela dá cria de 4 a 6 filhotes

Doenças trasmitidas por cães domésticos, atropelamentos e derrubada de matas são os principais motivos que estão provocando a extinção destas espécie animal

No Brasil, podemos encontrar o lobo guará nas seguintes regiões: Chapada dos Veadeiros, Serra da Canastra, Parque das Emas, Serra do Cipó, Chapada dos Guimarães, Ilha Grande, Reserva Ecológica do Roncador e Serra da Bocaina

É um mamífero de comportamento tranquilo, porém pode atacar para defender-se em situações de ameça


CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

Espectativa de vida: em média vivem 20 anos
Comprimento: 1,20 metros aproximadamente
Cor: castanho claro avermelhado com manchas marrom nas pernas, caldas e pescoço
Peso: de 20 a 25 kilos aproximadamente
Altura: 70 cm aproximadamente

Araticum
Annona crassiflora Mart.
Também é conhecido por marolo ou bruto.
“Araticû he hua aruore do tamanho de laranjeira, e maior, a folha parece de cidreiras ou limoeiro, he aruore fresca, e graciosa, dá hua fruita da feiçaõ e tamanho de pinhas, e cheira be tem arezoada gosto, e he fruita desenfastiada”
Cardim, 1584 em Do clima e Terra do Brasil

Araticum é nome dado à diversas espécies da família Annonaceae, mesma da fruta-do-conde (Annona squamosa), conhecida também como ata ou pinha, dependendo da região. Pio Corrêa relata que a primeira muda desta espécie foi plantada no país pelo Conde de Miranda, na Bahia no ano de 1626.


Figura 1: A - Árvore com altura de cerca de 5 metros, com frutos maduros e de vez; B – ramos portando frutos; C – ritidoma (casca externa do tronco e ramos). Núcleo Rural Boa Esperança II, Distrito Federal. 16/02/2007.

Segundo professor, da Universidade de Brasília-UnB, em Guia de Campo para árvores do cerrado, o nome araticum é derivado do tupi, podendo significar árvore de fibra rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole.

Trata-se de uma árvore (Fig. 1A), sem exsudação de látex no caule ou ao se destacar a folha, com ramos e brotos com pilosidade ferrugínea; tronco pode alcançar cerca de 40 cm de diâmetro, o ritidoma (casca) é bege ou cinzento, com fissuras e cristas estreitas, descontínuas e sinuosas (Fig. 1C); suas folhas são simples, alternas, de 5-16cm de comprimento e 3 a 12 de largura, possuem as margens lisas e nervações bem marcadas na face superior; sua consistência é bem firme (coriácea). Flores de até 4cm de comprimento, com seis pétalas livres entre si, de coloração creme ou verde ferrugínea, consistência carnosa, que pouco se abrem (Fig. 2A); são três pétalas maiores, dispostas externamente, e três menores internas; seus frutos alcançam mais de 15 cm de diâmetro e 2kg de peso, contendo muitas sementes com cerca de 1,5cm de comprimento.


Figura 2: A - Flores de araticum, pétalas externas de coloração verde ferrugínea; B – Sépalas (03) de coloração marrom ferrugíneo. Núcleo Rural Boa Esperança II, Distrito Federal. 07/10/2007.

Ovário feminino composto por inúmeros carpelos soldados, as escamas já guardam semelhança com o fruto maduro.


Ocorre em cerrados e cerradões, ao longo de todo o bioma Cerrado.

Sua floração se dá predominantemente de setembro a janeiro e frutifica de outubro a abril (principalmente de fevereiro a março), sendo a dispersão das sementes realizada pela própria gravidade ou por animais. Na Caatinga foi constatada a dispersão de araticum (Annona coriaceae) por formigas (Pheidole sp.) e no Mato Grosso, sementes (A. crassiflora) foram encontradas nas fezes da rapozinha-do-campo (Lycalopex vetulus), o menor canídeo das Américas, mesmo em área sem a ocorrência da árvore. Um quilo contém aproximadamente 1400 sementes, que perdem rapidamente a viabilidade se armazenadas.

A germinação do Araticum pode ser antecipada em até 36 dias e concentrada em até 3 meses após a semeadura, com o uso de ácido giberélico (GA3). Recomenda-se colocar as sementes imersas numa solução contendo 1g de Ácido giberélico por litro de água, por um período de 24h, antes da semeadura (Melo, 1993, apud Silva et al. 2001)

Quando aberto, o fruto oferece uma polpa cremosa de odor e sabor bem fortes e característicos. A polpa pode ser consumida ao natural ou na forma de batidas, bolos, biscoitos e bolachas, picolés, sorvetes, geléias e diversos doces.

“Pois, várias viagens, ele veio ao Curralinho, vender bois e mais outros negócios – e trazia para mim caixetas de doce de buriti ou de araticúm, requeijão e marmeladas.” Guimarães Rosa em Grande sertão: veredas, pg. 115.

Receita de doce pastoso de Araticum:

Ingredientes: 1 medida de polpa de araticum, 1 medida de açúcar, 1 e meia medida de leite.
Modo de Fazer: Passar a poupa por uma peneira e juntar com os outros ingredientes. Levar ao fogo numa panela até ficar pastoso. Retirar do fogo, deixar esfriar e colocar em frascos de boca larga. Fonte: Almeida 1998.



Composição química e valor energético de 100g da polpa do araticum.

Resultados preliminares de pesquisa conduzida por duas universidades, a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade Católica de Goiás (UCG), revelam que o araticum e o pequi possuem fatores antioxidantes, sendo fortes aliados da população na prevenção de doenças degenerativas.

Utilização medicinal do Araticum.
Indicações
Parte usada
Preparo e dosagem
diarréia crônica

sementes

Infuso ou decocto: 1 colher de sopa de sementes raladas ou picadas para 1 litro de água. Tomar de 3 a 6 colheres de sopa do chá ao dia.
Fonte: Rodrigues e Carvalho 2001
O araticum integra a medicina das populações tradicionais da região da Chapada dos Veadeiros, Goiás, que o utilizam como regulador de menstruação, para reumatismo, feridas, úlceras, câncer de pele, fraqueza no sistema digestório, cólicas e contra diarréia.

Sorveterias de Brasília e Goiânia produzem sorvetes e picolés de araticum. A espécie contribui para as economias informal e formal, durante seu período de frutificação, em todo o Cerrado. É importante que pelo menos ¼ dos frutos disponíveis na área não seja coletado, de modo a não comprometer as populações naturais de araticum. Tais populações têm sido drasticamente reduzidas e isoladas, decorrência da devastação produzida pelas macro políticas de expansão agrícola, promovidas para a região do Cerrado.

De forma geral, a ocupação agrícola no bioma é concentradora de renda, além de ser um desastre do ponto de vista ambiental, ameaçando inúmeras espécies animais e vegetais, além de potencializarem processos erosivos e conseqüentes assoreamentos de nascentes e rios. Neste contexto, é de suma importância a organização de cooperativas e associações por pequenos proprietários e assentados rurais, para trabalharem os múltiplos recursos oferecidos pelo Cerrado.

Da mesma forma, em ambientes urbanos, é desejável a adoção de espécies nativas no paisagismo público e particular. Não é raro vermos as pessoas mandarem “limpar” seus terrenos, cortando indiscriminadamente todo o “mato” que há. Assim, o proprietário joga fora, sem ao menos tomar conhecimento, preciosidades como o araticum, o pequi, a cagaita, o jatobá, a gueroba, bromélias, orquídeas, entre outras espécies que poderiam compor os jardins de sua casa, oferecendo frutos, flores e atraindo aves com um mínimo de manutenção. Portanto, antes de mandar “limpar” seu terreno, procure saber quais as espécies de plantas já estão por lá presentes, você poderá se surpreender! Com um planejamento mínimo, é possível tornar o jardim da sua casa ou arborização de onde você mora em um pequeno “jardim botânico”, sem nem mesmo comprar uma muda de árvore. Observe e planeje antes de intervir.